sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Paráfrases, Aforismos, ou a falha do budismo para cachaceiros

"Monstros não vivem embaixo das camas, normalmente passam as noites deitados, acordados sobre elas, destilando ódio de seus pensamentos!"

Eu, você, a vadia, ninguém presta (Paráfrase nº1)... talvez uma paráfrase, ou o conteúdo dela em sí, não sejam a melhor maneira de começar a escrever algo; afirmar que ninguém presta, usar a palavra "vadia" e começar com algo que alguém já escreveu antes, certamente não é a melhor maneira de captura leitores!
Mas na verdade não dou a mínima para isso, toda vez que vejo algum tipo de TOP10 dos livros mais vendidos tenho vontade de enfiar uma arma na boca e atirar umas 15 vezes! Mas afinal quem sou para dizer sobre o que as pessoas estão lendo?
Se eu e mais quase ninguém perde tempo lendo toda essa merda que escorre dos meus dedos, se esparramando pelo teclado e formando essa coisa um tanto quanto [faltou uma palavra de caracterização] aqui. Sempre fico na duvida pelos motivos que me levam a escrever, fora execrar um pouco de todo esse ódio pela humanidade que me faz tão bem. Seria pela simples possibilidade de alguém um dia ler, fazer um comentário e contribuir para uma massagem no meu ego? ou seria pelo fato de alguém ler e ter seu ego queimado pelo acidez que, penso, que escrevo?
Pensando bem, os dois motivos são muito parecidos, talvez meu ego sinta-se bem em saber que um outro ego foi ferido! Ou algo muito próximo disso, mas no final seria simplesmente por pura inflamação. Para alcançar um nível de narcisismo hedonista.
E para que porra serve um ego se não é para ser inflamado e destruído! Alguém mais se lembra da consciência dos correspondentes de princípios da realidade, quando não estamos inflamados ou destruídos?
Afinal são todos tão loucos lá fora, que o mais coerente é pensar que não existe consciência, não existe realidade. Afinal, como já dizia a 1ª Regra do Manual do Caçador de Recompensas (Paráfrase nº2): Nunca confie em ninguém! Seja a pessoa do seu lado, a pessoa que você sempre pensa, o cachorro que você pensa que fala com você, o presidente de Vanuatu, eu, a vadia ou até mesmo o demiurgo louco!
Um tal Samuel Langhorne Clemens, também conhecido pelo pseudônimo de Mark Twain, escreveu em Dicas Úteis para uma Vida Fútil - Um Manual para a Maldita Raça Humana, um aforismo que dizia mais ou menos o seguinte: Não crie expectativas, se não você está fudido. Não há como contestar a veracidade da informação do Sr.Clemens-Twain, no entanto eu gostaria muito de complementá-la. Não crie expectativas, se não você está fudido. Deixe os outros criarem expectativas e depois foda com eles!
O senhor Kim Knipfel, em seu livro Ruining it For Everybody, ou A Arte de ser desagradável, tinha me dados ideias muito boas a respeito do ódio pela natureza humana e os seres humanos. Seria algo como: esse comportamento, realmente, se ajuda a piorar o problema, você continua sendo um babaca e às vezes, pior do que os babacas que você tanto crítica.
Hoje acordei não acreditando mais nisso, o Budismo para cachaceiros criado pelo Sr. Knipfel, falhou! Ou você está aqui para fuder com tudo, ou é apenas parte do problema!
Não acredito na palhaçada que a psicologia escreve, criando ou assimilando novos problemas que ela seria a única capaz de resolver. Ego, id, superego... fala sério!

Também, não acredito em mim, e tenho razões bastante sensatas para afirmar isso!
E se você ainda não desistiu depois do "Eu, você, a vadia, ninguém presta...", bem, meus pêsames!
Eu ainda odeio estar aqui (sendo parte do problema ou não)!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dia do Julgamento, ou, Ascensão social

Não julgue para não ser julgado.
Acho que isso está na bíblia, por mais que seja bastante incoerente, afinal, também está escrito por lá, que no final, quando tudo que é vivo morrer, todos serão julgados, até mesmo os justos.
Bíblia à parte, é um bom conselho. Um conselho ético, e bastante sensato se você não quiser um bando de imbecis perturbando a sua paz o seu caos. Afinal enfiar o dedo na ferida dos outros é bem fácil e divertido... quando a ferida não é a nossa.
Claro que existe ainda uma saída linguística, mudando alguns termos e conceitos podemos dizer que não estávamos julgando, e colocar algum sinônimo bonito para sairmos da "pegadinha" como algum tipo, vergonhoso, de pseudo-intelectual, ou algum maldito cult-hpister.
Aprofundando ainda mais, o ponto seria algo como, porque a maioria das pessoas não sente, e ou fingi não sentir o peso e as consequências desses julgamentos? Porque a maioria de nós, seres humanos, facilmente aponta o dedo inquisidor e condena, condena e condena, como uma pistola de munição infinita? Porque simplesmente não apontamos o dedo para nossa têmpora e disparamos?
Penso que humildade/egoismo não caminhem muito por essa senda. Me parece algo mais complexo, mais denso, mais intrínseco a personalidade humana, algo mais próximo da nossa natureza destrutiva, da nossa natureza de nos matarmos.
O julgamento público, sem critérios, disparatado, serve como uma espécie de morta/assassinato o público, dentro círculos sociais, sejam eles grandes ou pequenos. Uma maneira, um tanto quando idiota, de abalar o ego do outro, com uma bigorna-hipócrita daquelas oriundas da ACME. Ou alguma coisa assim...
Espero muito estar errado. Espero muito conseguir disparar contra a própria têmpora
E no final isso ficou parecendo uma música do Bad Religion...
E eu ainda odeio estar aqui!


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Do the evolution, ou, valor não é preço!

"gosto das coisas de valor, as que não têm, eu compro!"
5 bilhões de anos de evolução, genética, para chegarmos nessa involução social que somos hoje.
A palavra da década mudou, a globalização de ontem é a sustentabilidade de hoje.
No entanto não vejo possibilidade de afirmar que a globalização falhou, não, a aldeia global do Sr. McLuhan é uma verdade, apesar de estarem cada um na sua oca, com um grande e sonoro FODA-SE para seus vizinhos, socializando-se com milhares de pessoas ao redor do mundo através de interfaces artificias. Que nada mais são do que representações de nossa própria vida, de nossa própria artificialidade.
"Não, não, não estamos falando só de macroeconomia ou geopolítica. Estamos falando de mutações, instituições, partidos, valores e concepções (religiões, no final das contas) que se anulam ou se reciclam vulgarmente a cada rotação da terra. De almas e mentes mutantes. Dos abjetos seres PDM – Portadores de Deficiência Moral"
Mas qualquer observação despretensiosa do mundo, nos revelam o iminente e inevitável fracasso da sustentabilidade. Simplesmente por ser insustentável frente ao egoísmo da espécie humana, simples assim. O profundo conceito do substantivo feminino de 16 letras, não consegue a profundidade necessária para de alguma forma tocar o fundo do posso, onde nos encontramos hoje (e possivelmente até nosso fim). Tudo isso tem muito a ver com grana, uns precisam ceder! E isso simplesmente não vai acontecer porque a história acabou, o capitalismo venceu, salve Fukuyama!
Mas até aí nenhuma novidade. Coexistimos todos num mundo que não vê, (quando ou se)pensamos sobre ele, é através de um milhão de outros tantos observadores e comentadores criteriosos. Perdemos algo, perdemos nosso valor. E esse sim é o ponto: valor.
Esse substantivo masculino, singular, de cinco letras, que ninguém mais sabe, exatamente, como definir. Essa semana duas notícias me chamaram muito a atenção: Virgem vende sua virgindade em site, através da produção de um documentário; e algo sobre pecuaristas do Reino Unida falando sobre a futura falta de bacon em 2013.
Em ambos os casos, nota-se claramente que os seres humanos em algum momento desse (sub)desenvolvimento socio-econimco-cultural, que culminá na atual pós-modernidade ou contemporaneidade  perdeu o sentido do "valor", e o que para mim é ainda pior, pensam que preço é seu sinônimo.
Quem faz sexo por dinheiro, por algo que tenha um "preço", não há como negar, é uma prostitua. Seja essa pessoa, virgem ou não. Agora quando uma criança de 12 anos é "obrigada" pelo Sistema que a oprime, a se dispor ao estupro por migalhas de pão velho e leite azedo, bom, não há preço algum nessa jogada. Só há desvalorização!
Vai faltar bacon no mundo! E?! As pessoas ao redor do mundo se mobilizam para ir contra essa coisa absurda da falta de bacon, milhares de pensadores fazem protestos convictos nas redes sociais virtuais do planeta por esse absurdo! Enquanto falta comida, água, saúde, educação, respeito, (e a lista segue por muito tempo), e aí tudo bem, essas coisas pequenas não afetam essas vidas pequenas, artificiais, falsas e asquerosas.O preço do bacon, vai subir, é a lei de mercado, e o valor das pessoas que tanto se preocuparam com essa terrível consequência do aumento do milho, bem, se ainda for possível, vai diminuir!
Acho que era isso... vou voltar para uma vida de alma miserável, afinal, "sou apenas um reflexo maldito dessa merda!"
Eu odeio estar aqui!

Som: Tolerância Zero - Quem é normal ( ...Proliferação desgraçada de novos assassinos; Violência extrema degradação em massa; Perversão humana comercializada; Já não existe cura para raiva...).
Livro: Vida para consumo: as pessoas transformadas em mercadoria - Zygmunt Bauman (para variar, mais um livro dele).
Filme: God Bless America - Bobcat Goldthwait