O que importa ter algo a dizer, se nem mesmo deseja ouvir!
Do que adianta sentir algo, se é o Vazio que preenche!
Que raios!!! Desejar apenas um fosso, escuro o suficiente, fundo o suficiente!
O que Deus não abençoa, o Diabo condena?, ou abraça?
A vida da voltas demais, por isso enjoa.
A vida é uma força proibitiva humana!
Som: Rise Against - Swing Life Away;
Livro: Mate-me Por Favor - Larry "Legs" McNeil e Gilliam McCain;
Filme: Coisas Belas e Sujas;
Maldição: Ver o sol nascer todos os dias...
Batedor: Aquele que adentra e explora o território para buscar informações sobre o inimigo. Gonzo: foda-se eu gosto de Raoul Duke!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Marshall McLuhan, ou, The Spirit, o necrófilo
"With silence comes peace;With peace comes freedom;With freedom comes silence..."
Numa discussão com uma amiga me deparei com algumas questões sobre o conhecimento, e que me fizeram lembrar do velho McLuhan, e do conhecimento passamos para tecnologia e uma coisa leva a outra, não lembro onde terminou, se é que terminou. Sinal de que foi uma boa discussão. Mas o que há de importante nisso, é o mundo a nossa volta, a grande aldeia global.
Em 1982 pelas mãos de Hampton Fancher e David Peoples, baseados nos pesadelos vindos do futuro de Philip K. Dick, alguém disse: A cidade está morta. Em 2008, Gabriel Macht, interpretando o Spirit de Will Eisner, reinterpretado por Frank Miller, disse: A cidade é minha garota, é minha amante, e Ela esta viva.
Concordo com ambos (com exceção da parte da garota/amante), e concordar com ambos é, logicamente, o mesmo que dizer que ambos estão errados. Mas concordo com ambos, pois estão certos. Se você concorda com uma idéia, deve também concordar com sua antítese.
Basicamente vamos estabelecer, segundo McLuhan, que: Aldeia global quer dizer simplesmente que o progresso tecnológico reduziu todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia, ou seja, a possibilidade de se intercomunicar diretamente com qualquer pessoa que nela vive, e saber tudo sobre todos. Todos imaginam como deve ser viver um uma aldeia!
Meu ponto segue que não é mais uma aldeia, pois cada oca agora abriga uma cultura diferente, cada habitante de cada oca possuí hábitos diferentes,e não é mais uma aldeia, é uma cidade de múltiplas culturas convergindo.
E isso deveria, a menos, nos tornar mais próximos. O que não ocorre! As proximidades são plásticas, falsas, contabilizamos amigos por contadores digitais e conexões virtuais, o calor humano se perdeu. Somos um bando de seres famintos, por tudo, nunca satisfeitos com nada. A cada dia que nasce na cidade, temos novos consumos, novas pseudopaixões. Não percebemos mais que estamos consumindo a nós mesmos, viciados em paixões, que nem isso chegam a ser, por sua efemeridade e falta de objetividade.
Esquecemos do silêncio, devido ao barulho intenso da Cidade;
Esquecemos da paz, devido ao caos da Cidade;
Esquecemos da liberdade, devido a uma escravidão de consumo;
Minhas paixões são intensas, tanto as boas quanto as ruins, esculpidas no espírito e guardadas no coração, e é assim que gosto delas. Mas me parece que com isso uma espécie de toque de Midas reverso acompanha. Ao estar cativado, de alguma forma, pelas pessoas, faz com que elas se afastem. Na multicultura da Cidade, em meio aos seus bilhões de habitantes, parece faltar um lugar para estar, é por isso que...
Eu odeio estar aqui!
Livro: Confiança e Medo na Cidade - Zygmut Bauman
Som: Poets of The Fall - Illusion & Dreams
Filme: Metrópolis - Fritz Lang
Maldição: Amaldiçoou umas coisas chamadas: caráter, educação e conhecimento!
Questiona-me!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Pensamentos se tornam coisas?, ou, e se...
Alguém comentou, recentemente, que a palavra ódio, pode ser muito ofensiva. Não concordo com isso, porque palavras não são nada além de ondas ou sinais gráficos. O que da sentido, referência e significado as palavras, à linguagem, é o meio onde ela se propaga, as pessoas que as proferem ou escrevem, o que pensamos no momento que as falamos-escrevemos. De uma maneira que extrapola a ontologia, ou a desconsidera, nossos pensamentos se concretizam, materializam de alguma forma, sempre, sem exceção. Isso de maneira alguma teria algo a ver com pensamentos positivos trazem coisas positivas e seu contrário, isso relaciona-se com o simples fato de que o que pensamos existe, pelo menos, no momento em que o pensamos.
Deparamo-nos com um problema quando aquelas duas palavrinhas que assombram todos nós, aparecem: e se... Quando nos deparamos com essas palavras, tudo se desmorona e reconstrói, simultaneamente. O passado se corrompe e o futuro se constrói, e no instante seguinte tudo se torna pó, fumaça. Um tipo de truque de presdigitadores, aqui está e agora não mais está! A cada escolha, nos tornamos algo diferente. Somos o resultado, inevitável, de nossas tragédias. Cada escolha, uma morte. Segundo Chopra, 99% das nossas células (não sei a veracidade disso, li num livro) morrem ao longo de um ano, então no decorrer de aproximadamente 365 dias, praticamente morremos. Poderíamos considerar plausível, até mesmo, dizer que passamos mais tempo mortos do que vivos. Ou não!
Mas a morte, os mortos, ou mesmo a vida não me preocupam, os vivos sim, esses me preocupam muito. Como uma espécie pareidolia, eu procuro por faces, mas depois acabo por lembrar-me que não são objetos, quanto mais inanimados, são seres humanos, "abrigados" em suas bolhas. Esses vivos me assombram, me assustam e hoje em dia, não há ninguém ao lado para segurar a mão e enfrentar o mundo, enfrentar o medo...
A solidão não assusta, as companhias que não queremos, sim. "Detesto quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia."
Mas assim é o mundo, é a vida e eu jamais vou me acomodar com isso, já aprendi que não é possível abrir os olhos do mundo para algo além da vidinha vazia num mundo ilusório de propaganda de sorvetes, cada um precisa, se é que precisa, fazer isso sozinho, precisa querer isso. Enquanto isso, continuo aqui, cheio de um espaço que às vezes quero que seja preenchido, e demonstro querê-lo num completo vácuo, permaneço me abrigando do mundo sob um manto de prolixidade e ebriedade recorrente. É por isso que...
Eu odeio estar aqui!
Livro: Cultura da Convergência - Henry Jenkins;
Som: Audra Mae & The Forest Rangers - Forever Young (uma regravação de Bob Dylan, muito interessante);
Filme: Substitutos; Equilibrium e Watchmen (três filmes que falam sobre a mesma coisa: escolhas; o que abdicamos e o que abraçamos e o que destruímos e o peso delas... );
Maldição: Amaldiçoou a capacidade de se importar de mais, de sentir de mais. Por que o que basta, obviamente é o suficiente e o que a demasiado, leva aos vícios e vicissitudes;
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