quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O espantoso futuro, ou, não há final feliz à partir daqui....

Por esses dias estava assistindo um jornal e, para minha sorte, me espantei ao escutar uma notícia que dizia algo como: uma criança de 11 anos e um adolescente de 13 anos foram detidos pela policia militar após terem roubado um carro. Ambos foram pegos momentos após o furto, consumido maconha dentro do veículo recém roubado!
Mas analisando o fato, não sei bem o que me espantou, pois analisando pontualmente, não é nada que ninguém já não esteja cansado de saber. Talvez o que tenha me surpreendido mais seja o fato deles serem pegos consumindo maconha, e não crack. Sabemos bem que há um enorme número de menores assaltantes, um número tão grande quanto, de menores consumindo drogas, não estou bem informado sobre menores na direção, mas penso que o número seja menor do que na minha menoridade.
Atravessando o Atlântico, vemos uma onda de violência e horror surgindo no antigo continente, e isso também é algo que espanta, os pilares do velho mundo ruindo de uma forma que poucas pessoas ousaram pensar. Sendo destruído por si mesmo, corrompido por um câncer que ele mesmo vem alimentando à séculos. Ao mesmo tempo que vemos a terra da liberdade tomando o mesmo rumo de sua pátria mãe, o tio sam está indo mal das pernas, e dessa vez não há muita gente para ajudá-lo.
E ainda por cima temos toda essa especulação sobre o fim dos tempos surgindo no crepúsculo de 2012, solar flames, movimentos estelares desconhecidos, calendários pré-colombianos, e todas essas bobagens da nova era.
Será que o que estamos vendo agora são os indícios do fim dos tempos?
Algumas pessoas comentam engrandecidas que os países poderosos estão ruindo e que os novos-ricos vão assumir seus lugares, que o Brasil está se aproximando da sua profetizada posição de país do futuro... FODAM-SE!!!
Fodam-se, primeiro por esquecerem que essa bola de lodo nojenta tem uns duzentos e não sei quantos países, e até onde sei, temos poucas informações de muitos deles, para sairmos especulando sobre nossa apolínea ascensão, e tem a China também!
Fodam-se, segundo porque um país que possibilita que existam crianças pratiquem atos que nem gente grande deveria praticar, que pouco se importa com a nossa educação, com nossa saúde e bem estar, mas se importa muito com salários milionários para pessoas exemplares como o imortal José Sareny, não merece nada mais do que o lixo!
As poucas pessoas que perdem um precioso tempo de suas vidas lendo estas linhas tão cheias de nada que escrevo vez por outra, muitas vezes, imagino eu, devem me odiar por escrever tantas bobagens! Mas a minha primeira regra para um vida boa é: Não tenha nenhuma reputação para com que se preocupar!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sade, Hobbes, Bauman e Thoreau ou, Quero a violência para ímpios e a serenidade para os que merecem!

Quase um mês desde o início da minha experiência antropologia.
E, aparentemente, as coisas mudaram um pouco. Valores e concepções renovados.
Melhor, vou começar do começo, está tudo parecendo meio vago.
Uns 45 dias atrás decidi começar um experiência antropológica, comigo e com o mundo, para (re)avaliar alguns valores, meu ódio e desprezo pelos seres humanos, a hipocrisia da sociedade, o mal canceroso oriundo as grandes cidades, definições sobre misantropia seletiva, entre outros tantos assuntos que normalmente paro para pensar. A experiência basicamente se baseia numa mudança radical, sair do centro urbano onde morava e me estabelecer em uma cidade interiorana, com tudo que há de diferente para ser diferente, claro com a exceção do ser habitada por seres-(des)humanos! (ainda não tive a sorte de ser abduzido, levado aos céus, enviado ao centro da Terra, e coisas desse tipo)
Voltando.
E nesse quase mês que estou aqui, vi coisas que esperava ver mas também vi coisas que sequer havia imaginado.
Felicidade e essas coisas continuam como conceitos muito abstratos para algum tipo de compreensão empírica, talvez aquela frase de que apenas a dor ensina seja muito mais verdadeira do que imaginemos, ou talvez eu seja cada dia mais cego; cada dia minha indiferença me afaste mais da clareza e distinção que tanto busco.
Eu vi as mazelas corruptivas dos seres-(des)humanos por aqui também, sinal de que não é a "grandeza" do meio que nos torna esse treco gosmento e rastejante que somos. No entanto, tive contato com muitas pessoas boas, como poucas tive o prazer de conhecer (não que as ruins não sejam legais, afinal, acredito que as melhores pessoas que já tive o prazer de chamar de amigo não receberiam o rótulo de boas; mas pouco me fod* para pessoas com rótulos, que são coisas importantes em estantes de supermercado!), e muitas delas se tiveram sua formação intelectual-observativa-do-mundo em centro metropolitanos, e ainda mais, algumas pessoas dessas boas tiveram a formação intelectual-observativa-do-mundo formadas aqui mesmo!!
Nunca tive certeza sobre a teoria de Hobbes, que sejamos maus, vis, por natureza; apesar de concordar muito com isso. Mas também pensava que a nossa estrutura social ajudava a construir essa força destrutiva que somos nós...
Agora tenho certeza de que ambos aspectos são inteiramente válidos, mas que nem por isso vamos seguir esse destino fatídico. Cada cumpre o seu destino, ele não (deveria) se dobrar as vontades do outros somos o que fazemos para nós e para os outros. Por isso somos, na grande maioria, os cães do Diabo. Mas também podemos ser úteis!! E as pessoas que se dão conta disso e vão mudando pequenos aspectos de suas vidas seguindo essa ideia, são o que há de mais esquisito e mais bonito na praga da humanidade!!!
Óbvio que todo essa minha briga e desamor com todos, não revela meu lado útil para humanidade, mas até aí, penso que não tenho um! Sou só mais um babaca arrogante vomitando o que ele considera sinceridade para as pessoas que não estão nem ouvindo!
Alguém pode se(me) perguntar: o que eu ganho com isso? Se isso só faz pensar e ver o que há de pior nas pessoas!
E eu respondo, que quero apenas que as pessoas se choquem novamente, que abdiquem dessa liberdade vigiada em nome de algo maior, pois, "se um idiota faz um regra, um imbecil vai segui-lá", e isso não é um futuro, não é uma vida. Quero a liberdade, quero que o mundo volte a nos espantar (de uma maneira fascinantemente boa), quero uma vontade pura, que busque e desperte o que há de melhor em cada um de nós. E principalmente que despertemos dessa "existência de tranquilo desespero"!

Som: Paralamas do Sucesso - O Beco (... nada perturba o meu sono pesado; nada levanta aquele corpo; jogado; nada atrapalha aquele bar ali na esquina; aquela fila de cinema; nada mais me deixa chocado! Nada!...)
Livro: Vidas Desperdiçadas - Zygmunt Bauman (Nosso planeta está cheio, não somente do ponto de vista físico e geográfico, mas também social e político. Já não há mais espaço para esse lixo humano produzido pela sociedade de consumo...)
Filme: Saló, ou, 120 dias de Gomorra (eu vejo os círculos do inferno, eu vejo um retrato do fascismo, e vejo também um retrato da sociedade atual, tudo bem escondidinho, mesmo que numa banheira de merda!)
Pare para pensar!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Vida

"a vida é uma tragédia para aqueles que sentem, e uma comédia para aqueles que pensam..."
O tio Schop geralmente acerta, mas dessa vez eu discordo. A vida, tanto para os que sentem quanto para os que pensam, é sempre uma tragédia. E uma tragecomédia apenas para os Deuses!