Batedor: Aquele que adentra e explora o território para buscar informações sobre o inimigo. Gonzo: foda-se eu gosto de Raoul Duke!
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segunda-feira, 5 de maio de 2014
Ou por um mundo de verdade ou por absolutamente nada!!
O que você espera do mundo, é o mesmo que você faz pelo mundo?
E entenda mundo como quiser, o mundo como essa bola de lodo chamada Terra, o seu mundo, o mundinho cotidiano, ou qualquer outra dessas coisas!
É um questionamento bastante válido, visto que a maioria de nós, seres humanos, bípedes aplumados com polegares opositores, vive e crê na vã e tola esperança das expectativas! Pouco ou nada fazemos, mas esperamos sempre pelo melhor! Tão doce que me da vontade de vomitar!!
Supervalorizamos todos os ditos conceitos atrelados a felicidades, que levam ao bem, que levam ao bom! E os que fogem dessa cancerosa definição são jogados no fosso do ruim!
Inevitavelmente, sou obrigado a ir contra essa maré de ursinhos-carinhosos, vivendo em propagandas de margarina! O mundo é o terror, a tristeza e dor! E esperar algo diferente disso, é no mínimo, muita tolice!
Acredito nos olhares de decepção!, eles sim fazem com que algo se encaminhe para frente, e para o diabo com elogios, sorrisos e parabenizações! Absolutamente ninguém quer aquele olhar esmagador, aquele olhar de decepção, se repetindo continuamente!
Boas e generosas doses de fracasso, dor e sofrimento, é que impulsionam para algo mais denso, mais complexo e efetivo! Todos esses sorrisos, risadas e histeria do contentamento nos levam para um zona calma, pacífica, neutra, uma zona de conforto conformistas, de falso conforto, nos leva a estagnação!
Tenho uma incrível tendência a fazer listas, para quase tudo, e o que vejo é que elas são justamente fazer planos, criar expectativas! Que o tinhoso leve essas malditas lista para inferno, em chamas. Os planos envolvem sempre "o outro", e esse não passa de um aspecto transfigurado do Inferno, da danação!
Quero a dor, a decepção, a melancolia e tudo mais que há, para mim, só para mim!! Quero me regozijar com toda essa "mazela"! Que os outros nunca saibam desse gozo! Que continuem conformados com seus mundos perfeitos e cheios de contentamento e felicidade e alegria!
"...que final mais adequado para essa farsa, que foi planejada por nós, amigo ódio..."
E no fim, quero mesmo é estar errado o tempo todo, por toda eternidade, errando!
Eu, ainda, odeio estar!
Música: K-SIS - Eu e mais ninguém (eu não sei bem o que quero da vida, ,as eu já sei o que ela quer de mim...);
Livro: Neil Gaiman - O Livro do Cemitério (Por que no fim, é impossível que dois mundos tão diferentes coexistam pacificamente, e não acabem se destruindo!;
Filme: Lars von Trier - Melancholia (-);
sexta-feira, 14 de março de 2014
Síndrome Pan-Waits, ou, a besta comedora de nós mesmos que é a vida adulta
Durante muito tempo guardei uma carta que escrevi quando tinhas algo entre 13 e 15 anos, ela estava endereçada à mim mesmo, só que com 30 anos!
E retirei ela do local onde ela sempre esteve, uma pasta velha e carcomida pela tempo, onde guardo uns trecos desse remoto tempo, a década de 90, e de outros tempos também!
É uma longa carta, com várias expectativas e esperanças, confissões (que nem lembrava mais), e o primeiro incrível aspecto, conselhos e recomendações de meu eu-de-quinze-anos para o meu eu-de-hoje. Alguns bastante esdrúxulos: não confie em alguém que não coma carne; não confie em alguém que não beba! Um outro tanto que não deveria ter esquecido, pois ainda são muito úteis.
Mas uma das considerações que mais te tocou, foi o fato de eu não esperar, ou querer, ser um adulto. Na época dei mil e uma razões para que isso não acontecesse, mas essas razões era mais coisas que adultos fazem/faziam/farão e que eu não gostaria de vir a fazer. Hoje com a carga obrigatória do aprendizado decorrente do tempo passante, sei, o que não sabia por não querer saber, que o recolher e carregar o fardo da responsabilidade é obrigatório!
Penso que muitas coisas que escrevi ali ficaram muito bem impressas em mim, até hoje, porque apesar de recolher e suportar esse fardo, acredito que me adaptei muito bem a ele. Não sou/fui/serei uma pessoa consideravelmente responsável, é um título muito honrável para que possa tê-lo. Lido com os aspectos da vida adulta me agarrando com todas as forças a um ideal remanescente da adolescência de mudança de mundo! Em vão! Obviamente que sim, mas é esse pequena remanescência é que faz me manter no que acredito ser o caminho certo, extirpando ou diminuindo a influência dos valores impostos pela vida adulta na minha vida!
Maturidade é um conceito muito complexo, penso-o assim pelo menos, para ser concebido e aplicado no nosso cotidiano. Parece um lance esquisito que é depositado nos outros, que por sua vez ficam esperando que você faça algo que eles, igual ou extremamente parecido, faziam/fariam/farão, e assim ela vai passando como um vírus, um traço genético, ou algo assim. Maturidade é algo que existe por aí, todo mundo finge que usa, ninguém sabe para que serve, mas é muito útil porque continua fazendo o mundo ser da forma que ele é! NOOOOSSA que coisa incrível!!
Até hoje também não sei o que é ser, ou vir a ser, um adulto. Não consigo defini-lo, delimita-lo, conceituá-lo, mas o pouco que sei sobre eles, me faz querer estar bem longe. A ganância que move o mundo, a gula que alimenta toda essa obesidade de idéias que nos cerca, a obesidade que nos faz assim tão impotentes, esse (desculpe as feministas) pau-molismo moral!
Obviamente sei que nem todos adultos os são dessa forma monstruosa, mas infelizmente, de quem são as mãos que andam manipulando as cordas das marionetes, que somos todos nós, homens vulgares?!?
O que sobra de toda essa demência, essa síndrome de Pan-Waits, é um apego a ideais que podem ser considerados ultrapassados, uma raiva/ódio contra um mundo que não da mínima, mas também um potência que faz com que ele não me coma vivo todas as vezes que o sol nasce...
No fim, acredito essa potência, que as vezes falha, e quando falha, o fardo da vida torna-se mais difícil de ser suportado, recebeu um bom turbo, pois agora sei que vim a ser uma pessoa quem meu eu-de-quinze-anos teria muito orgulho de vir-a-ser!
No entanto, temos um mundo largamente habitado por seres-humanos adultos, maduros e responsáveis, e é por isso que...
Eu odeio estar aqui!!
Música: Pitty e Thunder Bird - Eu não quero crescer (Eu não quero me decepcionar, eu não quero entristecer, eu não quero crescer...);
Livro: Cogumelos ao Entardecer - Jonatas Tobias (é uma estória muito boa sobre os prazeres da infância contra as adversidades (metafóricas) da vida adulta);
Filme: What's Eating Gilbert Grape - Gilbert Grape aprendiz de sonhador (maturidade, vida adulta, rebeldia, tudo isso num roteiro e atuações fantásticas);
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